sábado, 13 de novembro de 2010

T.A.C.


A procura da expressão é constante, a necessidade de compreensão será de igual ou de maior importância consoante os determinismos das circunstâncias.
As palavras quer sejam na sua forma escrita ou concretizadas na oralidade, expressam e modificam a ideia que as originou, sem dúvida, diferentes planos de um axioma composto de diferentes pontos de vista. Ora então entramos no domínio da origem em que tudo é existe sem matéria?
Por vezes vejo-me a olhar, outras simplesmente a ver, como a matéria é construída e destruída como num acto de concretização....
Hoje foi um simples vislumbrar de um jogo de berlindes. Quem não se recorda das tardes a olhar e trocar cintilantes esferas de diversos universos cromáticos, onde se estabeleciam interligações, forças dinâmicas, num qualquer terreno conquistado e onde o estar adquire a confirmação de propriedade mesmo sendo momentânea?!
Na busca das linhas gravíticas de universos por vezes descobre-se que a compreensão atinge diferentes camadas da percepção e que estas ocupam tanta da energia disponível que é um esforço manter uma constância, mesmo que seja a ausência desta...
Continuamos a ouvir a voz que é nossa mas que a certo ponto o deixa de ser, tem um identidade sua, uma dimensão e escala formada para o assim ser, uma coisas nossa sem a ter...
Controle, manipulação, admiração, orientação, construção...horas comprimidas, hora distendidas, dias sem ligação, estações sem interrupção....
Hoje...só hoje ou talvez um senão....

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Recordações


Reflexo de um movimento que ficou parado no tempo,e o traçado de um percurso errático.
Decisões que encontraram os acordes para o lento e o desalento prenúncio do fim já anunciado.
Nada mais que um registo, nada mais de suspiro em que tudo tem de acabar onde foi encontrado.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Full Moon




The need to be .....
Tired of unspoken words, of unknown truths, obscure intentions and appearances !
Just a simple goodnight sleep in the warm sparkel sky and just be.......stardust.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Anywhere



As memórias constituem toda a matéria invisível de que somos feitos, toda a génese do ser humano, num confuso emaranhado de ligações onde o começo e o fim se confunde de facto. Onde o lugar do tempo e do espaço são alterados pelo poder da vontade, onde tudo é de facto concretizado!

O verdadeiro Lugar, ao fim ao cabo em que nos encontramos...

De facto não é possível, a compreensão do ser humano, porque este é o Sonho e a Realidade num momento único, um paradoxo, um lugar onde não há Lugar.

Passados 25 anos, és sem dúvida esse Lugar! Esse lugar que preciso Encontrar!

Sobre a cegueira do nevoeiro tudo se desvanece, perde a ordem e o sentido, torna-se areia a fugir entre os dedos...pequenos e afiados pedaços de vidro que ao passar na pele, abrem um continuo jorrar de sangue.

O que foi já não pode ser, o que poderia ser nunca chegará a acontecer...

Trocava tudo pela satisfação de ter presente, de poder (re)viver!! Preciso de 2 segundos de uma memória tua!!!!!


terça-feira, 18 de maio de 2010

sábado, 3 de abril de 2010


Existe um sábio que diz: "Sou Viúvo...!" posso rir feito parvo mas ele tem razão..o passado fica para trás.. pior que isso é não deixar o passado para trás e andar em constante rotação existencial...hahahah
Granda camelo eu......tive o que queria e deixei fugir, incrivelmente masoquista. É vício.... cada um com os seus, e eu com os meus!
Um dia vou voltar a ser pequeno e ai vou ser a criança que devia ser!
Custa quando vem do interior, pior quando fica a meio caminho entre a realidade e a verdade....
Pesadelos, acordar no meio da noite em pânico sem saber a distinção, é pavoroso, acrescentando a isso a falta de uma "normalidade", sadia e vibrante.... um olhar, um toque, um cheiro, o odor de sentimentos a brutar ... realmente existem vampiros mas nao os dos filmes, esses são dos contos de assustar ou encantar.
Hoje sinto-me velho, sinto as veias decadentes, onde o sangue já pouco corre de tão espesso que está.... da decadência, da falta da vitalidade de outros tempos, onde a cada vontade já teve o seu tempo, e o cheiro ignóbil tresanda sem anúncio e cada vez que algo de bom e novo se advinha deixa o seu marco, como que dum vírus incurável. Todas as coisas são pequenas e todas as coisas são grandes, nunca nada parece ser o que é, e nada nunca o é...será porquê?!
Faltam 133anos... hoje sinto-me velho não por mim, nem pelo que vi ou vivi, mas por saber que preciso que saias de mim!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Vacum


No intricado entrelaçar do universo torna-se difícil estabelecer a noção de infinito, onde o difuso e o caos parecem reinar mas imparcialmente existe um conjunto de ordens que necessariamente imperam sobre todas as coisas. Mas se o infinito existe, hoje em dia parece-me que foi substituído por uma vontade quase dogmática de que nada é eterno, nada dura senão num período de espaço-tempo confinado.... e é revoltante que já tudo se faça com a ideia que tudo é mutável, o que hoje é, amanha já não o será.... é desolador este conceito, acção e vigência que em tudo está impregnado.
Quantos de nós não olhamos o relógio e o balançar das horas, no correr galopante do ponteiro que estabelece um sentido contínuo e cíclico para o começar e terminar de acções ... parece contraditório não é .... não será essa a questão então? Ou será a mutabilidade do período do espaço-tempo inter-relacional?
Existe Matéria, assim como Anti-Matéria, uma não pode existir sem a outra, fazem parte integrante de um equilíbrio constante e perene...?! A dualidade de tudo realmente é inegavelmente vasta e estabelece a génese de algo que leva cada pessoa em busca...
Existindo vontade de procurar existe também o peso da ideia que como já nada será continuado e logo tudo será esquecido e ultrapassado numa pequena molécula de um qualquer pó estrelar..... o sacrifício é vão.... O tempo de uma identidade não pode continuar, existe sim o movimento de várias identidades numa só.
Definição é estabelecer ordem, mas se a ordem for a não-definição?!...o que não existe não pode ser compreendido ou ser conhecido, mas então.... por oposição estabelece-se a definição ?......

terça-feira, 30 de março de 2010

"De volta ao Espelho"


Chegará o dia em que irei presenciar a putrefacção no leito de morte desse corpo!
Vou ficar a observar cada último definhar, e vou com esperança que o cadáver miserável que és, se transforme!
Quero-me libertar do peso que tenho de ti, quero ver esse invólucro no seu jazigo, morto no chão em pó e que não tenhas mais meio de me tocar!
Quero sentar-me no sofá e ver, não mais ter essa prisão na esquina do olhar!
Desejo-te a Morte, desejo o teu fim, quero ... quero que não estejas mais em mim!
Quero que saías de mim!
Estou-te olhar...não tenho medo de te enfrentar!

"Uma Questão de Tempo" dos Radio Macau


Resultado de um experimentalismo pelo electrónico, corria o ano de 2000 e
que constitui uma daquelas músicas que todos nós temos que por uma ou
outra razão estabelece um contacto imediato com um futuro desconhecido, de algo que te faz sentido que não se sabe bem porquê e que sabes que vai
acontecer! E que hoje, o "futuro" ganha a génese do contexto. Deixo aqui a letra desta pequena pérola e o link para quem quiser ouvir:

Estive Tão perto
Tentada(o) a nunca mais voltar
Só mais um passo
Um gesto em falso
Um hesitar
Salvou-me a voz
Fria da morte a chamar
Sabes, nunca gostei
de andar assim
Às ordens de ninguém

Ninguém me faz
Queimar o tempo
A olhar para trás
No céu
Nada mexia
Parou para pensar
Se o mar ao sul
´inda valia
O esforço sequer
de um pássaro voar
Se valeria
O esforço sequer
De o sonhar
Já, o tempo
Tras, tras outro tempo atrás
Mas eu
Ninguém me faz

....


Acho que realmente tens razão, preciso morrer e nascer de novo!

domingo, 14 de março de 2010

Blurry


Porque as (des)ilusões fazem parte da vida e nem todo é perfeito e nada é limpo e simples como queremos.. fica o desejo, a vontade, a proposta de algo que poderia, poderá ou nunca virá a ser...
Nunca ninguém nos diz, nunca ninguém nos mostra...temos de ser nós a ver, mas ás vezes....ás vezes á tardes de sol...
Pensamentos são a maior prisão e a maior liberdade que podemos encontrar, não há maior esconderijo, maior fuga que a vastidão de uma mente.



sábado, 20 de fevereiro de 2010

Canção de Fevereiro


Acordar do céu de Lisboa,

no despertar das cordas do Tejo,

Canta Lisboa com o seu olhar.


Continuando a ressoar,

Parado em frente ao Tejo,

Até que volte o anoitecer.


Pedaços da nossa história,

Que entre suspiros se quer agarrar,

Onde o ontem e o amanhã se vão encontrar!



segunda-feira, 4 de janeiro de 2010