As palavras quer sejam na sua forma escrita ou concretizadas na oralidade, expressam e modificam a ideia que as originou, sem dúvida, diferentes planos de um axioma composto de diferentes pontos de vista. Ora então entramos no domínio da origem em que tudo é existe sem matéria?
Por vezes vejo-me a olhar, outras simplesmente a ver, como a matéria é construída e destruída como num acto de concretização....
Hoje foi um simples vislumbrar de um jogo de berlindes. Quem não se recorda das tardes a olhar e trocar cintilantes esferas de diversos universos cromáticos, onde se estabeleciam interligações, forças dinâmicas, num qualquer terreno conquistado e onde o estar adquire a confirmação de propriedade mesmo sendo momentânea?!
Na busca das linhas gravíticas de universos por vezes descobre-se que a compreensão atinge diferentes camadas da percepção e que estas ocupam tanta da energia disponível que é um esforço manter uma constância, mesmo que seja a ausência desta...
Continuamos a ouvir a voz que é nossa mas que a certo ponto o deixa de ser, tem um identidade sua, uma dimensão e escala formada para o assim ser, uma coisas nossa sem a ter...
Controle, manipulação, admiração, orientação, construção...horas comprimidas, hora distendidas, dias sem ligação, estações sem interrupção....
Hoje...só hoje ou talvez um senão....