sábado, 3 de abril de 2010


Existe um sábio que diz: "Sou Viúvo...!" posso rir feito parvo mas ele tem razão..o passado fica para trás.. pior que isso é não deixar o passado para trás e andar em constante rotação existencial...hahahah
Granda camelo eu......tive o que queria e deixei fugir, incrivelmente masoquista. É vício.... cada um com os seus, e eu com os meus!
Um dia vou voltar a ser pequeno e ai vou ser a criança que devia ser!
Custa quando vem do interior, pior quando fica a meio caminho entre a realidade e a verdade....
Pesadelos, acordar no meio da noite em pânico sem saber a distinção, é pavoroso, acrescentando a isso a falta de uma "normalidade", sadia e vibrante.... um olhar, um toque, um cheiro, o odor de sentimentos a brutar ... realmente existem vampiros mas nao os dos filmes, esses são dos contos de assustar ou encantar.
Hoje sinto-me velho, sinto as veias decadentes, onde o sangue já pouco corre de tão espesso que está.... da decadência, da falta da vitalidade de outros tempos, onde a cada vontade já teve o seu tempo, e o cheiro ignóbil tresanda sem anúncio e cada vez que algo de bom e novo se advinha deixa o seu marco, como que dum vírus incurável. Todas as coisas são pequenas e todas as coisas são grandes, nunca nada parece ser o que é, e nada nunca o é...será porquê?!
Faltam 133anos... hoje sinto-me velho não por mim, nem pelo que vi ou vivi, mas por saber que preciso que saias de mim!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Vacum


No intricado entrelaçar do universo torna-se difícil estabelecer a noção de infinito, onde o difuso e o caos parecem reinar mas imparcialmente existe um conjunto de ordens que necessariamente imperam sobre todas as coisas. Mas se o infinito existe, hoje em dia parece-me que foi substituído por uma vontade quase dogmática de que nada é eterno, nada dura senão num período de espaço-tempo confinado.... e é revoltante que já tudo se faça com a ideia que tudo é mutável, o que hoje é, amanha já não o será.... é desolador este conceito, acção e vigência que em tudo está impregnado.
Quantos de nós não olhamos o relógio e o balançar das horas, no correr galopante do ponteiro que estabelece um sentido contínuo e cíclico para o começar e terminar de acções ... parece contraditório não é .... não será essa a questão então? Ou será a mutabilidade do período do espaço-tempo inter-relacional?
Existe Matéria, assim como Anti-Matéria, uma não pode existir sem a outra, fazem parte integrante de um equilíbrio constante e perene...?! A dualidade de tudo realmente é inegavelmente vasta e estabelece a génese de algo que leva cada pessoa em busca...
Existindo vontade de procurar existe também o peso da ideia que como já nada será continuado e logo tudo será esquecido e ultrapassado numa pequena molécula de um qualquer pó estrelar..... o sacrifício é vão.... O tempo de uma identidade não pode continuar, existe sim o movimento de várias identidades numa só.
Definição é estabelecer ordem, mas se a ordem for a não-definição?!...o que não existe não pode ser compreendido ou ser conhecido, mas então.... por oposição estabelece-se a definição ?......