terça-feira, 30 de março de 2010

"De volta ao Espelho"


Chegará o dia em que irei presenciar a putrefacção no leito de morte desse corpo!
Vou ficar a observar cada último definhar, e vou com esperança que o cadáver miserável que és, se transforme!
Quero-me libertar do peso que tenho de ti, quero ver esse invólucro no seu jazigo, morto no chão em pó e que não tenhas mais meio de me tocar!
Quero sentar-me no sofá e ver, não mais ter essa prisão na esquina do olhar!
Desejo-te a Morte, desejo o teu fim, quero ... quero que não estejas mais em mim!
Quero que saías de mim!
Estou-te olhar...não tenho medo de te enfrentar!

"Uma Questão de Tempo" dos Radio Macau


Resultado de um experimentalismo pelo electrónico, corria o ano de 2000 e
que constitui uma daquelas músicas que todos nós temos que por uma ou
outra razão estabelece um contacto imediato com um futuro desconhecido, de algo que te faz sentido que não se sabe bem porquê e que sabes que vai
acontecer! E que hoje, o "futuro" ganha a génese do contexto. Deixo aqui a letra desta pequena pérola e o link para quem quiser ouvir:

Estive Tão perto
Tentada(o) a nunca mais voltar
Só mais um passo
Um gesto em falso
Um hesitar
Salvou-me a voz
Fria da morte a chamar
Sabes, nunca gostei
de andar assim
Às ordens de ninguém

Ninguém me faz
Queimar o tempo
A olhar para trás
No céu
Nada mexia
Parou para pensar
Se o mar ao sul
´inda valia
O esforço sequer
de um pássaro voar
Se valeria
O esforço sequer
De o sonhar
Já, o tempo
Tras, tras outro tempo atrás
Mas eu
Ninguém me faz

....


Acho que realmente tens razão, preciso morrer e nascer de novo!

domingo, 14 de março de 2010

Blurry


Porque as (des)ilusões fazem parte da vida e nem todo é perfeito e nada é limpo e simples como queremos.. fica o desejo, a vontade, a proposta de algo que poderia, poderá ou nunca virá a ser...
Nunca ninguém nos diz, nunca ninguém nos mostra...temos de ser nós a ver, mas ás vezes....ás vezes á tardes de sol...
Pensamentos são a maior prisão e a maior liberdade que podemos encontrar, não há maior esconderijo, maior fuga que a vastidão de uma mente.