sábado, 3 de outubro de 2009

Ruins of Memory


.......No percurso de um qualquer caminho muitas vezes deparamo-nos com pedaços de algo.....

...... suscita curiosidade, desperta o olhar....

.......passo entre passos adquire-se mais contorno....

.....a perspectiva é bem mais extensa do que parcial e...

Nada mais identificador do que a sensação de descoberta, do súbito despertar para memórias do que já deixou de ser. E que, por breves momentos voltou a adquirir forma, um novo palpitar pelo facto de ser, na construção de alguém.

......O vislumbrar da manhã na presença da linha que une tudo o que é terreno e celestial....O estridente e reconfortante som do rir inocente e inesperado....

......O burburim das conversas de convidados.....

..... O partir do vidro......

......O ressoar das notas de um piano... As inconfidências e tormentos de um percurso....

Algumas heranças, as quais perderam o valor para quem ficaram, por vezes algo que ficou pelo caminho da arbitrariedade....

As marcas nas paredes, no chão.....

Por mais que tentemos, aglomeram-se em imagens, deixam um rasto de pegadas associadas, sejam em inconstantes sonhos na realidade ou na dificuldade de esquecer a realidade dos sonhos...do que já foi!

Sentir o peso destes lugares que não se deixam apanhar, apenas porque queremos que eles voltem.....

Todos precisamos destes espaços, de memórias! Uns precisam que fiquem a morrer aos poucos, outros que a sua permanência seja estranhamente garantida....

...... mais vale que eles existam, que sejam um qualquer recanto... aquele lugar inatingível do que um delapidar de património pelo simples facto de ser necessário fazer algo.....

Identidade é uma construção de aspectos subjectivos atribuídos pela sequência de factos que ocorrem na elaboração da espontaneidade.

A ser feito......deve-se contar a história......deixar que se perpetue na memória!

Não nos esqueçamos que tudo isto Morreu...são Ruínas...


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